quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Diferenças entre crises histéricas e crises epiléticas

Diferenças entre crises histéricas e crises epiléticas


Crise Dissociativa Histérica
Crise Epiléptica
Mais comum em mulheres
Distribuição equilibrada entre os sexos
Antecedentes pessoais de personalidade histriônica, neurose histérica, ou conflitos psicológicos importantes
Podem ou não haver alterações psiquiátricas prévias, pode ser referido um perfil do tipo personalidade epiléptica
Predominam manifestações motoras, que tendem a ser mais bizarras (como ataque ao examinador durante a convulsão)
 Segue os padrões dos diferentes tipos de crises epilépticas (as crises parciais complexas, com seus automatismos, também podem apresentar aspecto aparentemente bizarro.)
Uma fase tônica procedendo a clônica é mais rara
A fase tônica precede a clônica no tipo grande mal
O paciente quase sempre fica com os olhos fechados durante a crise
O paciente pode ter a crise com os olhos abertos
Quando o indivíduo prende a respiração, as extremidades quase sempre se apresentam relaxadas
Hipertonia generalizada
Atividade motora bilateral com preservação da consciência indica pseudocrise
Quando há atividade motora bilateral, a consciência deve estar sempre alterada (exceção: espasmos mioclônicos ou flexores)
Tende a surgir na presença de outras pessoas, durante o dia, após discussões ou brigas familiares, raramente surgem durante o sono
Pode surgir durante o sono ou quando o indivíduo está sozinho
Instalação costuma ser mais lenta que abrupta
Instalação geralmente abrupta: pode haver o “grito epiléptico” precedendo a crise
Duração tende a ser mais longa que a de uma crise epiléptica
Duração maus curta, geralmente de segundos a poucos minutos
Geralmente não há confusão mental, obnulação, tontura, cefaléia intensa ou hipotonia muscular após pseudocrise
Após crise, podem ocorrer confusão mental e obnulação, tontura, cefaléia intensa e hipotonia muscular
Raramente há liberação de esfíncteres durante a crise
Pode haver liberação de esfíncteres durante a crise
EEG não demonstra alterações durante a crise; tende a ser normal nos períodos intercríticos
O EEG pode demonstrar manifestações do tipo epiléptico na fase interictal, sempre há manifestações no EEG


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